domingo, 19 de junho de 2011

ESPERANÇA

O professor, como elo de ligação entre alunos e saberes, precisa compreender que o mundo e o conhecimento são produtos inacabados, e como tais, estão na verdade sendo construído processualmente, dessa forma, o princípio da esperança deve ser compreendido como consciência de que todos os sujeitos podem construir o mundo ao seu redor, ao passo que se constroem de forma dinâmica e diária.

FÉ NOS HOMENS

O homem é capaz de fazer, refazer, criar, recriar. O professor precisa acreditar que todos são capazes de serem mais, cada um a seu tempo. Nesse processo de ensino e aprendizagem, a oportunidade é dada a todos, oportunidade de desenvolvimento e posicionamento crítico. Dessa forma os sujeitos envolvidos tornam-se capazes de transformar a realidade

HUMILDADE

A humildade aparece no pensamento freireano como a capacidade de se colocar como quem sente um profundo respeito por aquilo que o outro é capaz de ralisar. Ouvir o outro e respeitar o que ele tem a dizer é uma forma de garantir que todos aprendam juntos e mutuamente. Aprende-se então com a humildade que as diferenças são saudáveis e que é através delas que os sujeitos são capazes de desenvolver coletivamente.

Pilares Freireanos para uma educação dialógica



Paulo Freire acredita que a educação deve acontecer com base em 5 pilares essenciais que garantiriam um processo de ensino aprendizagem eficiente.
São eles:

AMOR
Para Freire, o professor somente conseguirá se ver livre de uma educação em que ele é o detentor do conhecimento e que será ele quem preencherá o outro com informação e aprendizagem, somente quando ele nutrir uma amor por seus alunos, uma amor libertador, que fará dele e seus alunos, companheiros de aprendizagem. Nessa perspectiva, não há dominação, mas partilha. Na EaD, todos são convidados a contribuir para o aprendizado de todos. Somos responsáveis uns pelos outros. Enquanto não tivermos consciência disso em nossa prática, não haverá diálogo.



Papeando...




O bate-papo como ferramenta pedagógica requer um processo de planejamento bastante elaborado com o intuito de evitar maus entendidos com relação à sua importância e função.
É necessário que os objetivos do chat sejam previamente definidos para que que se possa avaliar sua função e seus alcances. Que tipo de chat então será realizado? Para que? Quem são os sujeitos participantes? Uma vez traçados esses objetivos, é importante fazer com que os sujeitos envolvidos nesse processo tomem conhecimento dos mesmos assim a participação dos mesmos poderá ser incentivada com maior consciência. Dicas de como a comunicação na sala deve acontecer podem ser enviadas para os alunos, assim pode-se favorecer um ambiente mais agradável com possibilidades de interação iguais para todos.

Como em todos os outros momentos do curso, no ambiente virtual, o incentivo à participação de todos deve ser desenvolvido pelo professor, através da chamada e orientações prévias para a participação de todos, perguntas direcionadas, solicitação que uns respondam ás indagações do outro, também pode ser uma excelente iniciativa.

O bate-papo ainda pode ser considerado pelos alunos, uma ferramente de pouca importância, o que talvez se deva ao fato da origem do gênero estar relacionada a uma prática pouco acadêmica, mas se o professor discutir com os alunos sobre o valor dessa ferramenta no processo durante o curso, marcar datas previamente, indicar propostas de interação e oferecer acesso aos assuntos a serem discutidos, a construção de um diálogo mais eficiente na sala da bate-papo.

É importante que todos os sujeitos participantes do ensino online tenham consciência de que todos são responsáveis pela constante elaboração do conteúdo do ambiente e por conseguinte da aprendizagem do outro.

Papeando...

SETTING GROUNDRULES


Hi everyone!


Penso que uma das coisas mais importantes para o bom andamento do chat é que sejam estabelecidas as regras de participação logo na aula presencial. Material ou tema que será discutido, critérios de avaliação, comportamento durante o chat, horários e grupos que irão participar (caso a turma seja numerosa). Pois penso que muitas vezes algumas atividades não funcionam bem por falta de instruções claras.

Outro ponto importante é deixar que os alunos 'brilhem' durante o chat. Acho importantíssima a presença do tutor, sua participação, mas muito mais eficiente seria um chat onde os alunos discutissem suas idéias e o tutor não fosse aquele quem tem todas as respostas. Criando inclusive um ambiente de liberdade, onde os alunos se sentissem confortáveis para expressar sua opinião sem medo de serem repreendidos por não

ter a resposta certa. Não um ambiente de desordem, onde ninguém ou todos tem razão, mas onde, com 'jeitinho', o tutor vai conduzindo os alunos ao aprendizado, questionando-os, levando-os ao pensamento crítico.


Breves reflexões sobre os pressupostos de Freire.


AMOR


Na tarefa do professor de uma maneira geral, penso que o amor é a força que nos leva a sair de nós, da nossa comodidade, do nosso conforto, para buscar o que é melhor para o(s) aluno(s). Sem amor, não há compromisso, e sem compromisso não há ação. Já discutimos aqui as inúmeras dificuldades que enfrentamos na nossa profissão. Então como permanecer motivados diante de todas elas? Amando, apenas. Amando a educação, amando a perspectiva de contribuir para a construção de um mundo melhor.


FÉ NOS HOMENS



Intrinsecamente ligada ao AMOR, a fé é o que nos faz dar passos, porque sem perspectiva, sem a esperança de que podemos fazer a diferença, cada atitude se esvazia de sentido. Precisamos acreditar que o ensino a distância tem futuro, que os alunos podem sim aprender uma língua estrangeira, que eles podem aprender a ser mais independentes. Senão, o que estamos fazendo aqui?


HUMILDADE


Agora, às vezes podemos colocar nossas esperanças, compromisso e amor em algo, e não dar certo. Aí é onde entra a humildade de perceber, reconhecer nossos erros. Depois? Pedir ajuda, dialogar com colegas e alunos, buscar soluções, mas não isolamento.


PENSAR CRÍTICO


Acho que esse é um grande desafio. Mudar a mentalidade de ‘resposta certa’, alunos que esperam ansiosamente que anotemos tudo no quadro, eles anotam e se preparam para o teste, onde precisarão apenas reproduzir o que anotaram. Fazer pensar é extremamente difícil, mas é esse o nosso alvo. Mas como alcançar isso? Sempre tento dialogar com os alunos na aula inicial sobre o que é o ensino a distância, o que é exigido deles, o que implica aprender uma língua estrangeira. Fazê-los perceber que precisam se comprometer, gastar tempo e esforço nisso, penso que já é um começo.


Abraços!